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Yogasanas
Exercícios psicofísicos distribuídos em várias séries e níveis, visando a energização dos chakras.

Yoga Kuruntha (marionete)
Série de exercícios feitos em cordas presas na parede. Propiciam tônus e alongamento muscular.

Pavana Muktasana
Promove a desobstrução das articulações, o resgate e o fortalecimento da mobilidade muscular, reorganiza a função digestiva e melhora fluxo da energia (prana). Indicado em processos reumáticos, desequilíbrio do sistema digestivo, períodos pós-operatórios e para idosos e gestantes.

Yoga Sukhusma
Série de exercícios físicos e respiratórios, associados à concentração, que promovem a desobstrução dos condutores sutis de energia. Indicado para estresse, depressão, ansiedade, inércia e insônia, casos de intoxicação por medicamentos ou drogas, dificuldades de raciocínio e de memória.

Dharana Yantra e Tattva Yantra
Exercícios de concentração e visualização para promover a desobstrução da passagem da energia e energizar um determinado chakra. Relaxam tensões psicossomáticas e são indicados para pessoas que apresentam dificuldades motoras e de concentração.
Meditações tântricas.

Técnicas que promovem o relaxamento físico e mental, a concentração, a visualização e a capacidade reflexiva, harmonizando as ondas cerebrais e o sistema nervoso.
Relaxamentos dirigidos.

Permitem o alívio das tensões, o gerenciamento do estresse e o desenvolvimento da capacidade de usufruir da vida com equilíbrio. Indicados para quem tem dificuldades de relaxar e de manter contato consigo mesmo, além de insônia e perda de concentração.

No movimento que vem sendo efetuado neste século no campo da abertura e da difusão da espiritualidade, no sentido de se aproximar Oriente e Ocidente, tem-se procurado geralmente somar o que há de melhor em cada um, para assim poder otimizar as técnicas e seus resultados.

No Yoga, esta “simbiose” também não podia deixar de ocorrer. Os conhecimentos ocidentais tem servido para comprovar, respaldar e corroborar as milenares teorias e técnicas de que o Yoga dispõe, e para incrementar a eficácia destas mesmas antigas técnicas mediante o auxilio de outras tantas técnicas desenvolvidas aqui no Ocidente.

Hoje, no meio do Yoga, além de Patanjali, asanas e pranayamas, também já se ouve falar em Reich, Lowen, Feldenkreis, RPG, Anti-ginástica, Eutonia, Rolfing… numa busca de se encontrar uma linguagem comum que venha enriquecer todos os caminhos, e passar eficientemente a grande mensagem que é do homem holístico que caminha rumo à plenitude, à Unidade.

E a grande mensagem do Yoga é justamente a de não “vender um peixe” específico, dogmático ou sectário, e sim, traçar diretrizes amplas, porém bem fundamentadas, que levem em consideração que cada um é um conjunto de corpo/mente/emoção/espírito, uno em essência com seu semelhante, mas
profundamente singular em sua manifestação.

Esta singularidade – aliada ao contexto ambiental e histórico em que o homem moderno se encontra, com todas as suas peculiaridades e desequilíbrios sociais, políticos, ecológicos, psicológicos, etc. – tem feito com que o Yoga tenha que se adaptar e se capacitar mais para atender mais eficientemente à demanda corpo/mente/emoção/espírito deste homem moderno estressado, desarmonizado e desequilibrado.

Este esforço para otimização do trabalho do Yoga, unindo Oriente e Ocidente, tem sido realizada por várias pessoas e grupos em vários países do mundo, gerando os mais diversos estilos de trabalho, dependendo da área e da bagagem de quem fez a “releitura” do Yoga.

Na Yogaterapia este trabalho holístico é feito sem que se perca de vista a espinha-dorsal do Yoga, que é a sua filosofia, a sua ética e o seu embasamento teórico. Patanjali ainda é a mola-mestra da maioria das escolas de Yoga, embora não mais sob os auspícios da escola Samkhya (a filosofia dualista que embasa Patanjali em seu “Yoga Sutras”), e sim sob uma visão não-dual da Unidade (mais afeita portanto, à visão da Vedanta).

Yogaterapia é Hatha-Yoga, na medida em que utiliza seu instrumental : asanas (posturas), pranayamas (respiração), mudras (gestos psicossomáticos), bandhas (contrações), kriyas (limpezas) e yoga nidra (relaxamento), para manter e/ou restaurar a saúde fisica.

É Tantra Yoga, na medida em que busca a saúde mental , emocional e energética atravéz do reequilíbrio da personalidade por meio da utilização do instrumental do Hatha-Yoga (de maneira bastante mais ampla) e de diversas técnicas que trabalham as dimensões mais sutis de cada um, estudando e trabalhando profundamente o funcionamento e a importância de elementos tais
como: os tanmatras (os órgãos dos sentidos), os mahabhutas (os 5 elementos, indriyas (órgãos de conhecimento e ação), as gunas (visão dialética tríplice da Criação), os koshas e shariras (os corpos), os chakras (centros energéticos), as nadis (condutos de energia) , os pranas (energia vital) , a kundalini, etc.

E é também Medicina Ayurvédica (Medicina tradicional indiana) na medida em que leva em conta a avaliação e o reequilibrio dos 3 princípios ayurvédicos: vata (ar), pitta (bilis) e kapha (fleuma). E o Hatha Yoga consta entre o arsenal utilizado por esta importante vertente da Medicina.

A Yogaterapia é profundamente interagente com a Medicina ocidental, com a Fisioterapia, com a Educação Física e com a Nutrição, na medida em que trata (também) do corpo físico, e exige do profissional sólidos conhecimentos de Anatomia e Fisiologia.

Interage com a Psicologia ocidental, na medida em que o Yoga trabalha também no campo da psique e das emoções, exigindo do profissional fundamentos das principais escolas psicoterapêuticas ocidentais (que de uma forma ou de outra, tem seu pé no Oriente).

Interage ainda com a Educação, na medida em que Yoga é fundamentalmente um trabalho de (re)educação, que exige do profissional conhecimentos nas áreas de Pedagogia e Didática.

E, por fim, (e sobretudo) a Yogaterapia é uma terapia eminentemente holística e “aquariana” na medida em que está aberta para lançar mão, despreconceituosamente, de técnicas e treinamentos psico-físicos ocidentais que ao final das contas, direta ou indiretamente, também tem seu berço no
Yoga e só vem confirmar sua eficácia, fazendo ver aos ocidentais que Yoga não é só “coisa de gente mística”.

É interessante fazer aqui um pequeno retrospecto histórico, e colocar para os leitores que o Hatha Yoga tal como hoje o conhecemos, com sua metodologia e sua estrutura de aulas (geralmente coletivas ou individuais com sistema de fichas) , é coisa relativamente recente (algo em torno do início do século 20).

O Hatha Yoga foi elaborado inicialmente por Gorakhnath, para que servisse como preparo do corpo e da energia , para a prática do Raja Yoga. Dois textos mais famosos – o Hatha Yoga Pradipika (de Swatmarama) e o Gerandha Samhita – atestam literalmente este fato.

A tradição hindu considera o Hatha Yoga como tendo sua gênese no Tantra, reportando-nos mitologicamente aos diálogos entre Shiva e sua consorte Parvati, como está indicado em outra escritura importante do Hatha Yoga, o Shiva Samhita.

O Hatha Yoga é , na verdade, uma forma resumida do Tantra – mais especificamente do Dakshina Tantra (o Tantra da mão direita), – cuja finalidade principal é preparar o corpo para a meditação (Raja Yoga).

Como dizia acima, a estruturação pedagógica e metodológica do Yoga que conhecemos atualmente, se desenvolveu mais recentemente ,apresentando abordagens e estilos mais ou menos característicos (deixando em aberto a questão se de fato existe realmente um Hatha Yoga “clássico”).
Tradicionalmente, este ensino era feito individualmente de mestre para discípulo.

A grande afluencia de ocidentais interessados em espiritualidade na India a partir do inicio do século, e o crescente agravamento do panorama da saúde nos tempos modernos, recolocou o Hatha Yoga em evidência, e vários mestres resolveram adaptar o ensino tradicional colocando-o mais disponível à realidade agitada do mundo contemporâneo.

Devemos este resgate do Hatha Yoga à vários nomes importantes, tais como: Swami Sivananda de Rishikesh (e seus principais discípulos, tais como S.Satyananda, S. Vishnudevananda e Swami Satchidananda),  que deu um enorme impulso ao Hatha Yoga, trazendo para o ocidente o modelo de aulas coletivas com séries pré-estabelecidas; Shri Yogendra (e seus filhos) de Bombaim, que
instituiu o método de fichas individualizadas, desenvolvendo e divulgando intensamente a Yogaterapia; T.Krishnamacharya e seus filhos, que desenvolveram a técnica de Vinyoga, onde em cada aula enfoca-se uma só asana, desenvolvendo-se uma sequência de posturas que preparam o corpo para
a asana objetivada; e B.K.S. Iyengar de Poona, que, na minha opinião, é o grande responsável pelo que poderíamos chamar de “modernização” do Yoga no que tange ao aspecto físico, de saúde.

Iyengar ousou utilizar “ferramentas” (almofadas, blocos, cavaletes, cordas,etc.) para facilitar a prática dos emperrados ocidentais que à ele afluem abundantemente.

Ainda poderíamos citar Swami Kuvalayananda, Amrit Desai, Yesudian, e tantos outros.

E o trabalho da Yogaterapia deve muito ao trabalho de todos estes Mestres, e bebe de todos os textos, indistintamente.

Sem abandonar o espírito do Yoga, a YI sem preconceitos ou exagerados purismos, utiliza de variado instrumental de apoio físico (almofadas, bolas gymball, apoios de isopor e bambú, bolas de tênis, Yogapro, etc.) ; de variadas técnicas modernas derivadas do Hatha Yoga tradicional (yoga em
duplas, yoga em grupo, yoga restaurativa, yogassage,etc.) e variadas técnicas ocidentais e orientais para a conscientização, sensibilização e reequilibrio fisico/psicológico/emocional (vivências com os 5 elementos, com os chakras, com os 3 doshas, com as 3 gunas, com os 5 koshas , além de
meditações e relaxamentos), sempre buscando unir o que há de melhor e mais eficaz neste encontro entre Ocidente e Oriente.

Toda esta “tecnologia” permite que seja feito um trabalho coletivo ou individual – sempre dentro de uma abordagem absolutamente personalizada – alcançando uma alta eficácia nos casos que mais acometem e afligem o homem moderno : o malfadado stress, as terríveis dores na coluna e os preocupantes problemas cardio-vasculares, respiratórios e digestivos , entre muitos outros.

É importante frisar insistentemente , que todo este trabalho gravita em torno da idéia da Unidade, da busca da plenitude total (sem que isto seja um exercício necessáriamente religioso), e não apenas na conquista do alívio de alguma dor. A grande beleza deste método está no fato de o Yoga abrir um
grande e fraterno leque, absolutamente eclético e ecumênico, que vem atender de forma integrada e profunda à todas as nossas características , diferenças e necessidades.

Eu tive a oportunidade de ler 2 livros que foram publicados recentemente em português sobre meditação:

1. “Transcendência, Como alcançar a cura e a transformação por meio da meditação” de Dr. Norman E. Rosenthal, editora Prumo. O autor é professor de psiquiatria na George Town Medical School e pesquisador do National Institute of Medical Health há 30 anos. O livro desmistifica a prática e os benefícios da Meditação Transcendental. Trata-se de uma técnica não religiosa que produz um estado profundo de relaxamento físico e mental fundamentada na tradição indiana. Rosenthal ilustra suas considerações com uma rica pesquisa sobre o assunto demonstrando os benefícios do método em distúrbios como: estresse, ansiedade, depressão, vícios e déficit de atenção.

2.“Meditação para Leigos” de Stephan Bodian, editora Alta Books. O autor é psicoterapeuta e vem praticando e ensinando meditação há mais de 35 anos. O título engana pois parece algo superficial para desconhecedores do assunto, na verdade é um tratado sobre meditação e sua leitura pode beneficiar tanto os neófitos quanto aqueles meditadores mais experientes. Apresenta a história da meditação e várias dicas para os iniciantes mas também para aqueles que já praticam há muitos anos. Relata as mais importantes pesquisas sobre meditação e acompanha um CD com orientações sobre as técnicas de meditação ensinadas no livro. Recomendo sua leitura a todas as pessoas interessadas em autoconhecimento.

 

 

Prezados amigos:

Desde o inicio de novembro venho praticando Hatha Yoga pela manha. No Brasil tinha praticado Hatha Yoga na academia do prof. Hermogenes mas agora estou aprofundando meus conhecimentos sobre esta filosofia milenar. Estou me sentindo energizado com a pratica matinal, comecamos com exercicios de aquecimento das articulacoes e depois fazemos Surya Namaskar, a famosa “saudacao ao sol”, lentamente, depois rapidamente. O Surya Namaskar possui 12 posturas de Hatha Yoga que trabalham simultaneamente corpo, mente e espirito. Com apenas 2 ou 3 repeticoes desta ” saudacao ao sol” ja sentimos a mudanca na nossa psico-fisiologia, ”e realmente um exercicio completo.

O objetivo principal do Hatha Yoga ”e purificar a mente e o corpo do estudante para que o Prana, ou energia vital possa circular livremente pelos canais sutis. Os mestres consideram o Hatha Yoga como uma pratica preparatoria para o Raja Yoga ou meditacao ( Dhyana ). A pratica regular dos asanas e pranayamas promove um equilibrio no sistema psico-fisico traduzido como saude fisica, mental e social.

Os praticantes de Hatha Yoga tornam-se pessoas muito saudaveis, alem disto esta escola de Yoga enfatiza a longevidade do corpo fisico com o objetivo de alcancarmos estados elevados de consciencia ou samadhi.  No segundo verso do texto Hatha Yoga Pradipika lemos: “Yogi Swatmarama ensina o conhecimento do Hatha Yoga somente para o Raja Yoga, o mais alto estagio do Yoga “. Em outras palavras o Hatha Yoga prepara o corpo e a mente para o Raja Yoga ou meditacao ( Dhyana). Muitas vezes, nas escolas de Hatha Yoga no ocidente, este objetivo ”e confundido e as academias ensinam apenas exercicios sem levar em conta a verdadeira sabedoria do Yoga.

A palavra Yoga em Sânscrito significa união, integração. Ao praticar Yoga com regularidade e correção, você fecha um elo entre seu corpo, mente, emoções e espírito (seu nível de consciência mais elevado).

Como resultado você conquista um corpo forte, flexível, purificado e saudável; um bela postura; uma mente clara; um coração calmo e amoroso; espiritualidade desenvolvida; equilíbrio externo e interno; auto-conhecimento.

Se os benefícios são tantos e tão promissores para todos, a conjugação de Yoga e Ayurveda vem potencializar ainda mais essa integração. A felicidade, bem-estar e vitalidade se tornam ainda mais acessíveis.  Quando você se integra, você se desfragmenta. O homem no mundo moderno sofre e adoece por viver “aos pedaços”, na rotina barulhenta da vida. A desunião de todos os aspectos da vida é a causa do todo o sofrimento.

Há mestres que chegam a definir o Yoga como o aspecto espiritual do Ayurveda, e o Ayurveda como o aspecto terapêutico do Yoga, tão profunda a conexão existente.

Do ponto de vista do Ayurveda, cada indivíduo é único e traz em si um potencial de auto-cura. Foca o tratamento levando em conta o respeito à essa individualidade, que gera necessidades particulares para cada ser. O paciente recebe orientação para uso das ervas mais apropriadas, dieta, rotina e hábitos de vida, meditação, proteção térmica, etc.

Ora, olhando deste modo, se cada pessoa tem um humor biológico próprio ( Dosha ) que lhe permeia e determina o tempo todo, porque não se observa isso também na prática de Yoga? E, possuindo também o Yoga instrumentos para trabalhar no auto-conhecimento e na eliminação das disfunções do praticante provocadas pelo desequilíbrio dos Doshas, fica clara a adequação de se integrar as duas abordagens na obtenção do equilíbrio físico e mental. O resultado são práticas muito mais eficientes no caminho do bem-estar e da cura.

Como ficaria isso na prática?

  • Paciente PITTA: se beneficiará com uma prática restaurativa com asanas introspectivos, pranayamas refrescantes, mantras entoados de modo doce e suave, comando de aula tranqüilo, mas dinâmico.
  • Paciente VATA: se beneficiará com uma prática suave, asanas equilibrantes, pranayamas que geram harmonia, mantras entoados de modo doce e suave, comando de aula tranqüilo, tom de voz baixo.
  • Paciente KAPHA: se beneficiará com uma prática mais vigorosa, com asanas revitalizantes, pranayamas energizantes, mantas entoados de modo firme, comando de aula estimulante, tom de voz bem pontuado.

A prática Yóguica sob um perspectiva Ayurveda abre uma nova dimensão não só no campo da saúde, mas também na compreensão do comportamento do ponto de vista energético e emocional.

Dessa maneira, ligações profundas podem ser resgatadas, libertando de todo sofrimento, inclusive físico ( doenças ). As doenças tem raízes emocionais, pois são mensageiras daquilo que o ser interior gerou para si.

Como as aulas de Ayurveda Yoga são recentes entre nós, ainda ocorrem apenas em atendimentos individuais, geralmente na residência do paciente, duas vezes por semana. Mas esse fator limitador acaba resultando num trunfo, já que o professor passa a freqüentar a casa do aluno, estreitando vínculo, oferecendo apoio, conhecendo um pouco a rotina e os hábitos domésticos da pessoa, possibilitando um feedback ao médico, que em geral só está com o paciente uma vez ao mês. O foco do paciente, que recai sobre aquele profissional e muitas vezes gera uma dependência ansiosa sobre sua cura, acaba se diluindo quando dividido com o instrutor, com quem tem contato mais constante. E com a convivência ganha-se um reforço na persuasão quanto à mudança de hábitos e observância das recomendações do tratamento.

Não há como não perceber Yoga e Ayurveda como aliados que se complementam, atuando como pilares que unidos dão sustentação rumo à plenitude física, mental, emocional e espiritual do ser humano.

 

A prática e a filosofia do Ayurveda são úteis não apenas para restaurar o equilíbrio do corpo, mas também do espírito. Assim como podemos identificar nossos doshas predominantes (Vata, Pitta e Kapha) e cultivar hábitos coerentes com nossas necessidades, devemos reconhecer os nossos padrões mentais, que vão determinar a maneira como percebemos e respondemos ao estímulos externos.

Tais padrões são chamados de Gunas e representariam nossas tendências mentais: Sattva, Rajas e Tamas.  Uma mente com predominância de Sattva, o princípio do contentamento, da paz e da harmonia, é mais pura, mais positiva e alegre. É típica de pessoas sensíveis e perceptivas. O predomínio de Rajas, princípio da energia, gera movimento, mudança, emoção e desequilíbrio. Uma pessoa com mente rajásica em geral é irritadiça, passional, agitada e dominadora. Tamas é o princípio da inércia; em excesso na mente gera pessoas rígidas, depressivas e resistentes à mudança. Estas três enrgias coexistem dentro de nós e devemos reconhecê-las para sermos capazes de preservar seu equilíbrio. Para vivermos de maneira harmoniosa, deve-se ter Sattva predominante, com pitadas de Rajas e Tamas que tragam movimento e descanso na medida certa. O Ayurveda ensina que somos responsáveis por nossa saúde e como sermos seletivos em relação ao alimento, aos pensamentos e às ações. Técnicas respiratórias, ásanas e meditação são alguns dos recursos deste milenar sistema de saúde indiano que nos ajudam a equilibrar os Gunas e a viver de maneira mais prazeiroza e plena, mais calmos e integrados com a nossa própria natureza.