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Atualmente, os programas que visam ao tratamento de  pessoas dependentes empregam táticas de confronto, enfatizando a necessidade de vigilância constante para evitar a volta ao hábito nocivo. “O macaco está em suas costas e vai ficar aí o resto da vida”, dizem aos que estão se reabilitando. O raciocínio que leva a essa insistência é de que quem tem um hábito compulsivo nunca se cura, até que se transforme em um abstêmio compulsivo.

O Ayurveda sugere uma outra abordagem: o dependente desistirá automaticamente do hábito quando lhe oferecerem uma fonte de maior satisfação. O álcool, o cigarro e as drogas causam danos incalculáveis, mas os usuários encontram neles algum tipo de prazer ou, pelo menos, o alívio do grande estresse que de outro modo sofreriam. Os dependentes conservam seus hábitos, apesar de desejarem uma saída. Pouco ajudam as crises de culpa, vergonha, remorso e auto-acusação.

Contudo, quando suas mentes se confrontam com uma fonte de maior satisfação, a tendência natural é se afastarem do mau hábito pela nova atração. Há quase vinte anos esse ponto de vista tem recebido apoio. Desde o início dos anos 70, estudos repetidos nos Estados Unidos e na Europa demonstraram que, quando os dependentes aprendem a meditar, baixa o nível de ansiedade e com ele o consumo de álcool, cigarros e drogas. Se o hábito é combatido no estágio inicial, muitos abandonam as substâncias nocivas. Esse ponto é importante porque a maioria das curas tem maior possibilidade de sucesso na fase inicial.
Ao remover a distração do estresse, a meditação renova a memória do equilíbrio do sistema nervoso. A meditação repetida diariamente estimula cada vez mais a memória até as células voltarem ao estado normal, trocando seus receptores anormais por um padrão correto. Como as vias da inteligência estão reparadas, as células passam automaticamente a selecionar sinais saudáveis como antes recebiam os distorcidos. O ciclo rompido pelo hábito nocivo foi refeito.
Vários estudos sobre MT (Meditação Transcedental) e hábitos nocivos levaram às seguintes descobertas:

  • Em 1972, o fisiologista Robert Keith Wallace e seus colegas estudaram 1860 adeptos da MT, principalmente estudantes universitários, sobre o uso de todos os tipos de drogas. O número de usuários diminuiu muito depois que eles passaram a meditar, e isso atingia todas as categorias (maconha, narcóticos, barbitúricos, alucinógenos e anfetaminas). À medida que a prática de MT prosseguia, a dependência dos estudantes diminuía, até a maioria ter abandonado completamente, depois de vinte e um meses. A maconha ainda era usada por 12 por cento do grupo; nas outras categorias havia uma variação de 1 a 4 por cento.
  • Em estudo efetuado em 1974 sobre a maconha, pessoas que meditavam foram comparadas com outras que não meditavam. Depois de um a três meses de prática da MT, cerca da metade de seus adeptos tinha diminuído ou abandonado o uso de drogas; por comparação, menos de um sexto dos que não meditavam tinha diminuído ou abandonado o hábito. Esses resultados aumentavam drasticamente de acordo com o tempo da prática de meditação. Entre os que meditavam há dois anos, 92 por cento diminuíram o uso da maconha e 77 por cento a abandonaram inteiramente. Um estudo similar chegou aos mesmos resultados sobre o álcool.
  • Em estudo efetuado com alunos do curso secundário e universitário (Katz, 1974), foram questionados os hábitos de 150 adeptos da meditação e de 110 estudantes que não meditavam. Constataram-se diminuições importantes no consumo de maconha, vinho, cerveja e bebidas mais fortes entre os que meditavam, enquanto não houve mudança entre os que não meditavam.

Todas essas descobertas se basearam em pessoas que não tinham participado de nenhum programa de reabilitação. Ninguém pediu que abandonassem o hábito, acompanhou os progressos ou premiou sua abstenção. E, principalmente, nenhum participante foi escolhido porque queria abandonar o hábito. Na verdade, no ambiente de estudantes de nível secundário e superior a pressão existe em sentido contrário, valorizando os que abusam do álcool, dos cigarros e das drogas. As diminuições em todo o ambiente estudado sugerem que a redução do estresse e da ansiedade com a elevação do nível de satisfação interior pode motivar os dependentes a abandonarem o hábito.

Um teste de campo mais restrito sobre esse princípio ocorre nas prisões. Vários estudos focalizaram a atuação da MT entre prisioneiros que não têm motivação para abandonar suas dependências. Uma avaliação de cinco estudos desse tipo, em 1978, concluiu que os resultados tinham suficiente importância para merecer uma autorização oficial tornando a MT como um dos tratamentos principais contra o abuso de drogas.

Um estudo feito em 1972 na Alemanha examinou setenta e seis dependentes que participavam de programa de reabilitação. Depois de doze meses de meditação, diminuiu o consumo de todos os tipos de drogas, inclusive heroína, barbitúricos e anfetaminas, considerados os hábitos mais difíceis de abandonar.
Os estudos estatísticos, por sua própria natureza, tendem a ser inexpressivos. Eu gostaria de voltar aos casos individuais, como o que um veterano profissional de reabilitação me contou em Nova York. Ele estava orientando uma adolescente que tinha começado a beber aos 12 anos de idade e aos 15 era alcoólatra. Ela demonstrava grande resistência à reabilitação convencional e, por fim, depois de meses de frustração, o orientador admitiu sua derrota. Quando ele liberou-a do programa, deu um último conselho:
– Por que você não tenta a meditação?
Ela pareceu interessada, mas ele não teve oportunidade de acompanhar o caso.
Alguns anos mais tarde, quando estava em um shopping center, ele reparou em uma moça atraente. Com espanto, reconheceu a adolescente naquela jovem radiante e feliz, com sua filhinha de dois anos, e foi cumprimentá-la.
– O que aconteceu com você? – ele perguntou.
Descobriu que a moça começara a praticar a MT logo depois de largar o programa de reabilitação e tinha parado de beber em poucos meses. Ela elogiou a meditação, que ainda praticava, por ter ficado livre da dependência e até por salvar sua vida, O orientador, desde então, incorporou a MT a seu trabalho, iniciando muitos outros dependentes no mesmo caminho.

As plantas medicinais vêm sendo utilizadas pela humanidade há milhares de anos. No ocidente a fitoterapia foi a principal fonte de medicamentos até a primeira metade do século XX. As ervas medicinais somente deixaram de ser utilizadas, como origem dos remédios, na segunda metade do século XX com o fortalecimento da indústria farmacêutica associado ao marketing dos remédios feito pelos grandes laboratórios para provar que os medicamentos fitoterápicos eram menos eficientes que as drogas alopáticas.

A Medicina Oriental, como a Medicina Chinesa e o Ayurveda, sempre deu ênfase ao uso terapêutico das plantas medicinais como fonte de medicamentos naturais, mais suaves, porem eficazes e sem os deletérios efeitos colaterais das drogas alopáticas, que muitas vezes tratam uma mazela porem causam outros problemas de saúde. Atualmente é frequente quando o paciente procura ler a bula de um remédio( prescrito por seu médico) surgir uma insegurança, no uso da medicação, devido aos vários efeitos adversos descritos.

Nos últimos anos muitas pesquisas têm sido realizadas, no oriente e ocidente, demonstrando os efeitos terapêuticos das plantas medicinais. Estas descobertas apontam que através da fitoterapia podemos tratar e aliviar as mazelas e enfermidades com muito menos efeitos indesejáveis que as drogas alopáticas. Nós utilizamos as ervas medicinais há mais de 20 anos e observamos que a grande maioria dos pacientes tem um bom resultado com o tratamento. Nós enfatizamos que associado a fitoterapia deve-se ter um dieta saudável pois o alimento é um importante medicamento na visão da Medicina Oriental.

Nós associamos, no tratamento com fitoterapia, as plantas orientais e ocidentais e recomendamos um tempo mínimo de 3 meses de medicamentos fitoterápicos com uma consulta mensal. Após 30 dias é importante reavaliar a medicação, pois temos que, eventualmente, substituir uma erva medicinal, acrescentar uma planta ou até modificar sua dose para aumentar a eficácia do resultado terapêutico. Por isto, no nosso trabalho, a história clínica e o exame físico são fundamentais durante o acompanhamento do paciente.

Nós normalmente utilizamos 3 formas de preparação das plantas medicinais: cápsulas, pós e xaropes. O número de cápsulas que o paciente deve tomar por dia vem escrito no rótulo do medicamento, é recomendável utilizar as cápsulas durante as principais refeições. Os pós vêm envelopados e devem ser misturados em suco de frutas. Os xaropes são mais utilizados em crianças. Recomendamos o trabalho da farmácia Caminhoá ( www.caminhoa.com.br ou tel: (21) 25379943),devido ao seu profissionalismo e ética em mais de 20 anos de experiência com fitoterapia. ( o paciente pode aviar a sua receita em qualquer farmácia de sua confiança).