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De acordo com o Ayurveda, apesar de existirem diferentes doenças e fatores patogênicos, todos são produtos da desarmonia dos três humores biológicos, Vata, Pitta e Kapha. Os doshas são fatores desencadeantes de doenças físicas e psicológicas; indicam desordens emocionais, desequilíbrio mental e disfunções fisiológicas.

O Ayurveda tem como objetivo equilibrar os humores para neutralizar o processo de formação das doenças. Não é, como a medicina ocidental, uma questão de classificação da doença ou identificação do agente patogênico. O Ayurveda coloca maior ênfase na raiz da doença, que é tratada através da harmonização dos doshas.

O processo curativo do Ayurveda envolve:

1. Alimentação
2. Fitoterapia ( uso de plantas medicinais)
3. Massagem
4. Rotina diária (Dinacharya)
5. Yoga
6. Meditação
Frequentemente, segundo o Ayurveda, mudanças na nossa rotina diária e melhoria da nossa alimentação farão mais pela nossa saúde a longo prazo do que tomar remédios ou procurar tratamento médico. Não existe nenhum substituto para a nossa maneira correta de vida. Quanto mais vivemos em desarmonia com nossa natureza menos podemos esperar em termos de obtenção de saúde, seja lá por que método for. Esta é a beleza do Ayurveda, que dá a cada um de nós o conhecimento e o significado de viver em harmonia.
Hábitos de Vida

É necessário estabelecer o apropriado estilo de vida para cada constituição única, mantendo uma certa consistência e harmonia porém com flexibilidade para respondermos às agressões impostas à saúde a todo momento. O importante é uma vida criativa que estabeleça uma ordem, mas que dê liberdade. Nossa energia é dispersada através do uso inadequado. A inteligência proporciona uma ordem; como diz Krishnamurti “cada coisa tem o seu lugar”. Isso reflete em nós mesmos a profunda harmonia da Natureza.
A rotina ayurvédica nos coloca em sintonia com o Universo e a força cósmica da vida. Esta rotina necessita de um esforço para ser estabelecida no começo; porém, após criada torna-se auto-sustentável. Estes regimes diários foram feitos para estabelecer um programa mensal e annual a serem seguidos. Todo estudioso do Ayurveda deve estabelecer este programa na sua vida de forma consistente, de modo a alcançar um estado de felicidade sem limites: somos resultado daquilo que fazemos todos os dias. Nossas ações determinam nosso nível de consciência assim como o padrão de energia do corpo físico. Segundo os Upanishads “o desejo do homem gera a ação e como ele age, assim ele se tornará”.
Regime ayurvédico e tratamento de doenças

As doenças e seu tratamento no Ayurveda são explicadas de acordo com os humores biológicos. A constituição Kapha tende a ter doenças do tipo Kapha. A constituição tipo fogo (Pitta) tende a ter doenças do tipo fogo. O mesmo vale para os biotipos Vata. A rotina diária apresenta uma metodologia de prevenção, promoção e cura das doenças.
É possível que uma pessoa tenha uma doença causada por desequilíbrio de outro dosha que não corresponda a sua constituição predominante. Neste caso a natureza da doença deve ser cuidadosamente examinada; como regra geral, doenças de um humor diferente da constituição básica do indivíduo são mais fáceis de tratar. Uma doença pode ser identificada através de seu desequilíbrio humoral de acordo com os sinais e sintomas presentes.

A principal dificuldade que temos em qualquer forma de tratamento natural, como o Ayurveda, é maior tempo e esforço do paciente para obter efeitos aparentes. Pode-se levar vários meses seguindo uma rotina para observarmos mudanças importantes. Não devemos esperar que medicamentos naturais, como plantas, alimentação e massagens, tenham uma resposta satisfatória se a nossos hábitos de vida são contrários à saúde.

A rotina diária do Ayurveda é simples, não invasiva, não traumática e, de uma forma geral, não irá interferir com formas mais específicas do tratamento médico ocidental. Pode ser utilizada junto com outros métodos de tratamento, incluindo a alopatia. Na verdade, esta abordagem pode ser usada para “turbinar” praticamente qualquer forma de abordagem terapêutica.

A doença física é frequentemente o resultado da supervalorização do corpo físico e do mundo material. Se nós colocamos muita energia o nosso corpo físico, podemos agravar o processo de doença. Devemos dar ao corpo o cuidado adequado, sem deixar que domine os outros aspectos da nossa vida. Muitos sofrem, hoje pela ingestão de muitas medicações, muitas visitas médicas. Nosso corpo está desarranjado pelo esforço exagerado em querer mantê-lo bem. Assim, num processo de cura o ideal é agir com paciência, sabedoria e simplicidade, dando às terapias seu próprio tempo de agir e evitando combinar diferentes tratamentos ao mesmo tempo.

“Yoga e Ayurveda caminham juntos. Yoga e Ayurveda são antigas disciplinas de vida que tem sido praticadas há muitos séculos na India. Eles são mencionados nos Vedas e nas Upanishads. Yoga é a ciência da união com o Divino, com a Verdade, e o Ayurveda é a ciência da vida. Yoga participa com o Conhecimento e o Ayurveda com a perfeita saúde. Portanto, um yogi que não conhece Ayurveda é um meio-yogi e um terapeuta ayurvédico que não conhece Yoga é um meio-terapeuta ayurvédico. O objetivo do Yoga é a união com o Ser Supremo, mas esta união só pode ser obtida quando você tem um corpo saudável, uma mente saudável e uma consciência saudável. Assim , Yoga e Ayurveda são os alicerces da vida. São as duas faces de uma mesma moeda. Eles são Um. Asana, pranayama, relaxamento, mantra e meditação são algumas das principais prescrições do Ayurveda.”
Dr. Vasant Lad

Segundo o Samkhya – a filosofia pré-védica que embasa o Yoga e o Ayurveda e que classifica e estuda todo o processo da criação do universo – esta criação começa a partir da interação de um princípio espiritual, transcedental – Purusha, com um princípio vital, material – Prakriti.

Fazendo uma analogia, Purusha seria como a eletricidade e Prakriti, a lâmpada. A luz – neste caso a criação – ocorre quando a energia sutil anima a matéria.

Da mesma forma como a luz gerada por uma lâmpada é fruto da interação das três cores básicas – amarelo, azul e vermelho – a Prakriti age na criação manifestando suas três gunas – as qualidades da natureza material : Sattwa , o princípio do equilíbrio, da paz, da pureza ; Rajas , o princípio do movimento, da atividade, da paixão ; e Tamas, o princípio da inércia, da escuridão e da ignorância.

As gunas vão interagir complexa e infinitamente dos níveis mais sutís aos mais densos da criação, do mais espiritual ao mais abissal.

À partir da manifestação das gunas, surge o nível Causal – Mahat – aonde centra-se avidya, a ignorância do nosso estado Uno, que resulta em maya, a identificação equivocada com esta realidade dual. No homem, Buddhi é o intelecto, responsável pela faculdade do discernimento. Localiza-se – usando as duas terminologias hindus que definem os diferentes corpos e dimensões do ser – no Karana sharira (corpo causal) ou ainda em Ananda e Vijñana maya kosha (os “envólucros” da bem-aventurança e do intelecto).

De Buddhi manifesta-se Ahamkara, o ego. Do ego manifesta-se Manas, a mente, o receptáculo de Chitta, a matéria mental, o inconsciente, a memória, de onde advém os Vrittis, os movimentos da mente. Isso tudo localiza-se no Sukshma sharira (corpo sutil) ou em Mano e Prana maya kosha ( os envólucros da mente e do Prana).
Em Pranamaya kosha, aliás, é que se localizam os níveis mais periféricos dos Chakras, as Nadis (condutos de energia) e é aonde os Pranas circulam e atuam.

De Manas, manifestam-se os 5 Tanmatras (5 sentidos : visão, audição, paladar, olfato, tato), os 5 Jñana indriyas (órgãos de conhecimento : olhos, ouvidos, pele, nariz, língua) , os 5 Karma indriyas (órgãos de ação : pés, mãos, bôca, ânus, genitais) e os 5 Mahabhutas (elementos : terra, fogo, água ,ar, éter). Isso tudo localiza-se em Shtula sharira (corpo denso) ou Annamaya kosha (o envólucro do alimento, área de atuação do Jataragni).

Finalmente, da interação dos 5 Mahabhutas surge o Tridosha (os três doshas) :
– Vata, da interação do éter com o ar: dosha frio e seco, e que fundamentalmente controla o movimento.
– Pitta, do fogo com a água: dosha quente, que controla o metabolismo.
– Kapha, terra e água: dosha frio e úmido, que controla a estrutura.

E a infinita e complexa interação destes três princípios reflete o aspecto mais material da criação dos níveis macro ao microcósmico em todos os seres vivos. Os doshas também são a ponte entre nossa mente e nossa fisiologia.

Cada um dos doshas está relacionado a uma essência sutil que o “governa” , fazendo com que estas energias interajam com os outros doshas : Vata está relacionado com o Prana – a energia vital, que se subdivide em 5 pelos outros doshas; Pitta com Tejas ou Agni, o fogo essencial (cujo aspecto mais importante para o Ayurveda é Jataragni, o fogo digestivo) e Kapha com Ojas , a energia mental. Poderíamos dizer, utilizando as palavras de Robert Svoboda, que Prana, Tejas e Ojas são as expressões quintessenciais dos 5 Mahabhutas em sua aplicação à vida encarnada” e que os doshas “são as formas mais grosseiras de Prana, Tejas e Ojas., e também são as formas condensadas dos 5 Mahabhutas”.

As três gunas atuam interagindo-se ampla e profundamente nos e com os três doshas, mas de uma forma geral, Vata relaciona-se mais a Sattwa, Pitta a Rajas e Kapha a Tamas.

Há mais de 5000 anos na India, desenvolveu-se a Medicina Ayurvédica, profundamente embasada na filosofia Samkhya e no Tantra (também de origem dravidiana pré-védica). Nesta ciência, a espinha dorsal é o conhecimento dos doshas e sua atuação no ser humano, tanto física, quanto psicológica , emocional e energéticamente.

À partir deste conhecimento dos doshas , estabeleceu-se tipologias específicas , e à partir daí toda uma metodologia de diagnósticos, dietética, massagens, fitoterapia, farmacologia, etc.

Todas as pessoas apresentam uma interação complexa destes três princípios. O mais comum é predominar um dos doshas, havendo o hábito de ser dizer, por exemplo, que tal pessoa é ” Vata-Pitta” ou ” Pitta-Kapha” . Considerando-se o dosha predominante e o que vem em segundo lugar.

São duas, as classificações consideradas para efeito do levantamento da tipologia pessoal : a prakritti, isto é, a sua configuração dos três doshas por ocasião de seu nascimento, e a vikritti, a configuração que se apresenta agora, neste momento. A sua referência de equilíbrio é a sua própria prakritti. As terapias ayurvédicas estarão sempre ajudando a manter e/ou trazer sua vikritti no nível da sua prakritti.

O dosha Vata é sempre o que mais se desequilibra, geralmente também desequilibrando os outros doshas.

Este perfil pessoal vai apontar entre outras coisas – e o que é, aliás, o assunto central deste texto – os pontos fracos, as vulnerabilidades e fragilidades inerentes aos doshas predominantes, e quando em desequilíbrio.

Predominância Vata ou aumento de Vata, por exemplo, criam vulnerabilidades na área das articulações (artroses, artrites, etc.), dos intestinos (prisão de ventre), tendência para o consumismo, apetite instável, stress, doenças nervosas, dores em geral, medos, insônia, e memória ruim. Como é um dosha frio e sêco, poderá haver tendência a se resfriar, e a ter pele e cabelos sêcos. Tem normalmente estrutura corporal magra e ossuda.
Vata está relacionado aos 5 pranas, pois cada prana é um sob-dosha de Vata (cada dosha tem 5 sub-doshas), ainda assim, tem uma relação mais intensa com os pranas : Prana (aspecto funcional do prana que gerencia os processsos de absorção. Está relacionado ao relacionado ao chakra Anahata – elemento ar – e a glândula timo, que gerencia a respiração, atividade cardíaca, cintura escapular , membros superiores, afetos e sentimentos) e Udana ( É o prana do chakra Vishuddha – elemento éter – e da glândula tireóide, que gerencia voz, garganta, cervical, visão, olfato, audição, todo o cérebro, criatividade, comunicação).

A predominância Pitta ou seu aumento excessivo, poderá acarretar em fragilidade na área estomacal – gastrites – se abusar, pois Pitta come muito bem e em geral digere bem. Tem tendência à irritabilidade, raiva, ódio e ciúme. É o ” pavio curto” , o que aliás também é péssimo para o estômago, aumentando a secreção de ácido clorídrico, tornando-o uma vitima potencial de úlcera. Eventualmente pode ter desarranjos intestinais. Como é um dosha quente, Pitta tem pouca tolerância ao calor. Pitta está relacionado ao prana Samana (prana da assimilação. Relaciona-se ao chakra Manipura – elemento fogo e a glândula pâncreas, que gerencia o calor corporal, a digestão, estômago, intestino delgado, fígado, vesícula, emoção, auto-estima, poder pessoal)

Por fim, a predominância Kapha apresenta forte estrutura corporal, com tendência a obesidade. De apetite voraz, tem tendência a ter glicose e colesterol altos. Dorme muito. Pode vivenciar preguiça, pessimismo, inveja, estados depressivos, e também avareza e mesquinhez.
Kapha tem tendência à criar muito muco, devendo ter cuidado para evitar pneumonias, rinites, sinusites, bronquites. Uma das principais características de Kapha é a oleosidade. Kapha está relacionado aos pranas Vyana (prana da circulação. Está relacionado ao chakra Swadhisthana – elemento água – e às glândulas reprodutoras, que gerencia a circulação dos líquidos pelo corpo, a cintura pélvica, região lombar, sensualidade, sexualidade e reprodução) e Apana (prana da eliminação. Relacionado chakra Muladhara – elemento terra – e as glândulas supra-renais, que gerencia a base, as pernas e os pés, intestino grosso, ânus, excreções de uma forma geral, instinto de defesa, apego).

Então, para ajudar na promoção da saúde e no tratamento das doenças, o Ayurveda utiliza o Yoga como uma das suas mais importantes ferramentas terapêuticas. Aliás, todo o conhecimento – teórico e prático – espiritual, filosófico e terapêutico hindu repousa sólidamente sobre os pilares do Ayurveda, do Yoga, do Tantra e da Vedanta.

Seguindo a premissa ayurvédica de que todo o trabalho deve ser absolutamente personalizado, a Yogaterapia ayurvédica (chamada pelo Dr. Vasant Lad de AyurYoga) vai buscar atuar de encontro às particularidades tipológicas de cada um , utilizando o instrumental do Hatha e do Tantra Yoga – asanas (posturas), pranayamas (respirações), kriyas (limpezas), bandhas (contrações), mudra (gestos energéticos), mantras (vocalizações energéticas), nidra (relaxamento) e meditação – associado á práticas ayurvédicas complementares, tais como massagem, dietética e fitoterapia.

A prática yóguica mais diretamente relacionada com os doshas é a Pavana Muktasana.

Trata-se de uma técnica formada de 4 séries de exercícios físicos e respiratórios :

– A primeira série chamada “anti-reumática” , trabalha mobilizações que movimentam todas as articulações do corpo, desimpedindo o fluxo energético por atuar sobre os chakras auxiliares localizados em cada articulação do corpo. As articulações acumulam toxinas oriundas principalmente de má alimentação. Esta série está relacionada a Vata dosha.
– A segunda série chamada “anti-gastrítica” (Apanasana), trabalha envolvendo principalmente a musculatura abdominal – abdome e plexo solar. Energiza e equilibra o Jataragni. Esta série está relacionada a Pitta dosha.
– A terceira série, energizante (Shakti bandhas), está relacionada a Kapha dosha.
– E a quarta série chamada “trataka”, são exercícios específicos para os olhos.

As técnicas de Pavana muktasana (literalmente “liberação dos ventos” – articulares, estomacais e intestinais) foram resgatadas e recodificadas por Swami Satyananda Saraswati, e podem ser encontradas em seu livro : ” Yogasana, Pranayama, Mudra, Kriya, Nidra” e no livro “Psicologia do Tantra” do prof. Paulo Murilo Rosas.
Pavana Muktasana é excelente para manter e/ou restaurar o equilibrio dos três doshas.

A série de Surya Namaskara (saudação ao Sol) também pode deve ser feita regularmente para equilibrar os doshas. Deve-se apenas observar que esta série , segundo o Tantra, atua energizando especialmente a nadi Pingala (polaridade solar, masculina, quente, positiva). Como Vata e Kapha estão mais relacionados a nadi Ida (polaridade lunar, fria, feminina, negativa) e Pitta a nadi Pingala, as pessoas de Vata e Kapha devem fazer a série de forma bem dinâmica com as respectivas respirações e as pessoas Pitta devem fazer a série bem lentamente com a respiração livre, suave e profunda.

Vata está relacionado com o chakras Anahata (elemento ar) e Vishudha (éter) e necessita de “trabalho de base” para drenar o excesso de energia dos chakras superiores para os básicos .
Vata será beneficiado com a prática de Yoga Sukshma Vyayama (ver “Psicologia do Tantra” , prof. Paulo Murilo Rosas), que aquece e promove “grounding”, trabalhando a energia dos chakras superiores para os básicos (Shristhi krama, ou o Caminho da criação).
Posturas de grounding também são os Trikonasanas e Parshwa Konasana – que também aumentam a capacidade respiratória promovendo a abertura do gradil costal – além dos Guerreiros 1 e 2.
O trabalho de Pavana Muktasana é excepcionalmente benéfico para Vata, especialmente as duas primeiras séries, mas as pessoas que possuem este dosha muito elevado não devem exagerar, pois esta técnica trabalha movimentando a energia dos chakras básicos para os superiores (chamado no Tantra de Laya krama, ou o Caminho da dissolução). Uma solução seria alternar Pavana Muktasana com Yoga Sukshma Vyayama.
Posturas de meditação – dhyanasanas (Padmasana, Vajrasana, Sukhasana, Siddhasana) vão dar segurança e estabilidade para Vata. É o dosha mais beneficiado pelas práticas de concentração e meditação.
Surya Namaskara também é excelente para equilibrar Vata , promover grounding, aquecer e manter as articulações e os intestinos em boas condições.
Trabalhos articulares para a coluna, como o Gato – que pode ser desdobrado de várias formas, vão manter a saúde das articulações vertebrais, raízes nervosas, ligamentos e músculos das costas.
Também são interessantes as posturas de extensão (Bhujangasana, Dhanurasana, Chakrasana, Ustrasana) – para abrir os peitorais e o gradil costal ; de flexão da coluna (Paschimottanasana, Padahastasana, Janushirshasana) para tonificar os intestinos e sedar o sistema nervoso ; e de equilibrio (Vrikshasana, Natarajasana).
E é bastante útil a prática de Mula bandha (contração do períneo) durante as asanas, para tonificar o aparelho excretor e para energizar os dois primeiros chakras básicos.
Pranayamas com ritmo e sem retenções prolongadas – como Anuloma Viloma, respiração completa com krama, respiração quadrada (Samavritti) – são boas para equilibrar Vata.

Pitta dosha será reequilibrado com pranayamas sedantes : Chandra, Chandra bheda, Nadi shodhana, Shitali, Sitkari. e lentas respirações abdominais com ênfase na expiração.
Asanas de compressão do ventre são importantes para sedar Pitta e acalmar o Jataragni, como Paschimottanasana e Matsyendrasana. Inversamente, posturas de extensão (Chakrasana, Ustrasana, Dhanurasana) vão tender a aumentar Pitta e o Jataragni.
O trabalho de Pavana Muktasana – especialmente a segunda série – vai ajudar a equilibrar Pitta.
Pitta também é sedado com posturas de inversão (Viparita karani e Sarvangasana). Posturas de equilíbrio também são importantes para Pitta. É o dosha mais beneficiado pela prática de relaxamento e de Yoga Nidra (meditação composta de relaxamento com visualizações) .
O dosha Pitta é o que está mais diretamente relacionado com Jataragni, o fogo digestivo, porisso são muito úteis os trabalhos com as Kriyas (purificações) Agni sara (limpeza pelo fogo) e Kapalabhati (o sopro do crâneo) e com Uddhyana bandha (se não houver gastrite), feitas sem exagero. Vão equilibrar e manter a boa qualidade do Jataragni. Bhastrika pranayama (o fole) vai aumentar bastante Pitta e o Jataragni. Yoga Sukshma Vyayama também vai tender a aumentar Pitta.

De uma forma geral, os pranayamas – especialmente os com retenções mais longas – vão beneficiar especialmente o dosha Kapha, mantendo o aparelho respiratório em boas condições.
Respiração completa com ritmo (1:4:2:4) e com ênfase nas fases média (intercostal) e alta (subclavicular).
Kriyas de limpeza como Kapalabhati, Agni Sara e Uddhyana Bandha, e pranayamas tonificantes como bhastrika (se o cliente não for hipertenso), Surya e Surya bheda, Ujjayi, feitos moderadamente, são interessantes para Kapha. Este dosha também será muito beneficiado com a prática de asanas de uma forma mais movimentada, como Surya Namaskara ou asanas com vinyasa (asanas dinâmicas preparatórias). Kapha , o dosha da base, da estrutura, está relacionado aos chakras básicos : Muladhara (elemento terra) e Swadhisthana (água). A Pavana Muktasana vai atuar positivamente em Kapha, drenando o excesso de energia da base para os chakras superiores. Já Yoga Sukshma Vyayama, que embora seja uma técnica quente e movimentada – bom, portanto, para Kapha – funciona drenando a energia para os chakras básicos, e não deve ser feita com exagero, preferencialmente alternando-se com Pavana.

Segundo o critério de Langhana e Brimhana – os parâmetros ayurvédicos de classificação e avaliação dos processos da sedação e da tonificação (e que será assunto de um outro texto), dentre as asanas e os pranayamas que tem efeitos sedantes e tonificantes, aqueles que tem específicamente efeito equilibrador e harmonizador para todas as tipologias são : nadi shodhana (a respiração polarizada) e shirshasana (postura sobre a cabeça), esta ultima levando-se em conta suas contraindicações (hipertensão, glaucoma,etc.).

O Ayurveda, filosofia médica indiana, ensina que antes de pensarmos em uma alimentação adequada devemos avaliar a nossa digestão, pois sem uma digestão competente os alimentos não serão metabolizados e absorvidos com o objetivo de nutrir os tecidos e órgãos internos.

Exatamente por isto, na Índia, os médicos ayurvedicos constantemente afirmam: “digestão é mais importante que alimentação”.

Quem comanda a digestão é o Agni ( fogo digestivo ), dependendo da predominância dos Doshas; Vata ( ar e espaço), Pitta ( fogo e água) ou Kapha ( agua e terra) teremos diferentes tendências metabólicas: Vishama Agni ( Vata predominante), ou fogo digestivo errático, com apetite irregular, má digestão, gases e constipação. Tikshna Agni ( Pitta predominante), aumento do fogo digestivo, com metabolismo acelerado, hiperacidez, azia, doença inflamatória, gastrite e até tendência a diarreia. Manda Agni ( Kapha predominante), diminuição do fogo digestivo, metabolismo lento, aumento dos triglicerídeos e colesterol, obesidade e letargia. Por ultimo temos o Sama Agni ( Doshas equilibrados) com um fogo digestivo competente, digestão, absorção e eliminação adequados.

O Agni ( fogo digestivo) incompetente leva a uma má digestão ( dispepsia), com formação de toxinas ( Ama) no tubo digestivo. Estas toxinas podem “ transbordar” e acometer os tecidos orgânicos gerando muitas doenças de difícil tratamento, como câncer e artrites. O Ayurveda afirma que existe uma sintomatologia de aumento de Ama ou toxinas: sensação de peso, fadiga, preguiça, fraqueza, salivação, má digestão, falta de apetite, flatulência ( gases), constipação, obstrução dos canais e uma língua com cobertura espessa, pegajosa e gordurosa.

Os médicos ayurvedicos recomendam os seguintes procedimentos para melhorar o Agni e evitar a formação de Ama ( toxinas digestivas): chá de gengibre fresco com 5 gotas de limão e sal marinho antes das refeições, evitar beber líquidos gelados e excesso de cafeína ( café, chá preto, refrigerantes, mate, chocolate, guaraná e chá verde), somente comer quando estiver com fome, adicionar uma pequena quantidade de ghee ( manteiga clarificada) aos alimentos, optar por uma dieta simples, natural, da mesma estação e região que nós vivemos, caminhar antes das refeições, alimentar-se em silencio, com calma, mastigando bem os alimentos, utilizar condimentos moderadamente nas refeições ( gengibre fresco, pimenta do reino, assa fétida ) e após as refeições utilizar chá de erva doce ( Foeniculum vulgaris) que é digestivo.

Após melhorarmos o nosso Agni (fogo digestivo) estamos prontos para optarmos por uma dieta equilibrada. A alimentação deve ser variada, natural, cozida, oleosa ( evitar refeições secas sem umidade) apresentando os 6 sabores: adocicado, amargo, salgado, picante, adstringente e ácido. Nos casos de desequilíbrios dos Doshas a recomendação ayurvedica é utilizar as qualidades contrárias. Vata ( ar e espaço) é leve, frio e seco a dieta é nutridora, quente e oleosa, Pitta ( fogo e água) é quente, médio e um pouco oleoso logo a alimentação deve ser refrescante, nutridora e um pouco seca, por ultimo temos Kapha ( agua e terra) que é pesado, oleoso e frio, logo a dieta deve ter as qualidades seca, leve e quente. O Ayurveda aconselha os seguintes alimentos para os Doshas desequilibrados: Vata deve usar gergelim, Pitta pode utilizar o ghee ( manteiga clarificada) e Kapha tem indicação do mel de abelhas.

Na tradição oriental a maior sabedoria vem de Buda que ensinou o caminho do meio, ou seja, moderação é a trilha para a saúde, longevidade e equilíbrio.

Prof. Dr. Aderson Moreira da Rocha, clinico geral, reumatologista, especialista em acupuntura pela Associação Médica Brasileira e especialista em Ayurveda pelo Arya Vaidya Pharmacy.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER PRIORIZADOS
FRUTAS: laranja, banana, pera, pêssego, ameixa, limão morango, abacaxi, manga, figo, mamão, abacate.
VEGETAIS: batata, tomate, berinjela, ervilha, batata doce, cenoura, cebola cozida, abóbora, alcachofra, agrião, rabanete.
CEREAIS & FEIJÕES: aveia, arroz integral, trigo integral, tofu (queijo de soja ).
SEMENTES e OLEAGINOSAS: côco, semente de girassol, semente de abóbora, semente de gergelim, castanha, avelã, amêndoa, nozes.
LATICíNIOS: queijo, leite desnatado, yogurt, manteiga, ghee (manteiga clarificada)
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru, peixes, frutos do mar
ÓLEOS: óleo de coco, óleo de mostarda, azeite de oliva, ghee (manteiga clarificada), óleo de gergelim
ADOÇANTES: frutose, mel, melado, açúcar mascavo, rapadura
CONDIMENTOS: hortelã, pimenta do reino (moderadamente), gengibre, coentro, cominho, cravo, canela, feno grego, alho, cardamomo, assafétida, erva doce, noz moscada e mostarda.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER REDUZIDOS OU EVITADOS
FRUTAS: maçã, melão e frutas secas
VEGETAIS: couve-flor, pepino, aspargo, espinafre, aipo, cogumelo, alface, brócolis, brotos
CEREIAIS & FEIJÕES: milho, trigo sarraceno, painço, granola, feijões, lentilha, ervilha
SEMENTES & OLEAGINOSAS: nenhuma
LATICíNIOS: nata
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: carne de vaca, porco
ÓLEOS: óleo de milho, óleo de soja, margarina
ADOÇANTES: açúcar branco
CONDIMENTOS: nenhum

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Definição

Abhyanga ( oleação ou snehana) é a metodologia de utilização transdérmica do óleo vegetal através da massagem terapêutica.

Abhyanga é feita em todo corpo do paciente com óleos vegetais medicados, por isto a necessidade de uma quantidade adequada de óleo que dependerá do paciente. A Abhyanga faz parte do tratamento de snehana ou oleação.

O terapeuta, antes de iniciar o tratamento, deve fazer a leitura do desequilíbrio do paciente. Neste caso o diagnóstico de distúrbios relacionados a Vata, Pitta, Kapha, Agni ( fogo digestivo) e Ama ( toxinas) são fundamentais antes do início da massoterapia.

Benefícios gerais: 

1- Promove a função nervosa e equilibra o sistema nervoso

2- Aumenta circulação de sangue e linfa

3- Auxilia na excreção de malas ( excreções)

4- Beneficia a pele e cabelos ( efeitos estéticos)

5- Ajuda na função gastrointestinal

6- Alivia tensões e dores musculares

7- Promove dissolução de estresse, tensão emocional, ansiedade e gera um sono repousante

8- Reduz edemas e inchaços

9- Indicado nos distúrbios de Vata Dosha

10- Apresenta bons resultados em alterações musculo-esqueléticas ( reumatismos)

11- Beneficia no tratamento das cefaleias ( dores de cabeça)

12- Libera os Doshas dos tecidos para o TGI ( tubo digestivo) para serem eliminados

13- Promove a libido, ou seja, é indicado no tratamento das disfunções sexuais

14- Indicado na dependência a drogas (álcool, tabaco, maconha, cocaína etc)

Contra indicações ao abhyanga;

1- Distúrbios de Kapha (está indicado udhvartana, ou seja, massoterapia com pós de ervas)

2- Acúmulo de Ama (toxinas)

3- Alterações de Agni (fogo digestivo)

4- Infecções com febre

5- Menstruação (pode aumentar o sangramento menstrual)

6- Gravidez (cuidados especiais na paciente grávida)

7- Trombose e tromboflebite

8- Náuseas, vômitos e diarreia

 


 

Disposição: O terapeuta deve estar com uma boa disposição e buscar o autoconhecimento e equilíbrio dos Doshas. O terapeuta doente deve evitar tocar no paciente.

Local: deve-se ter um consultório silencioso, com uma maca própria para a massoterapia e uma temperatura adequada do ambiente.

Duração: na Índia uma sessão de abhyanga dura de 30 a 45 minutos

Horário: início da manhã e final da tarde. Evita-se o horário do meio do dia pois é muito quente e pode promover desequilíbrio de Pitta.

Pressão: suave para Vata, média para Pitta e profunda para Kapha

Direção: anuloma (descendente) ou sentidos dos pelos para Vata e Pitta e pratiloma ( ascendente) ou contrários dos pelos para Kapha

Escolha dos óleos: prensado a frio, sementes orgânicas, não tostado e puramente vegetal. Normalmente os óleos são aquecidos em banho maria ( exceção de dias muito quentes e desequilibrios do Dosha Pitta)

Vata: gergelim, amêndoas, castanha do Brasil, mahanarayana, dhanvantari ou bala tailam

Pitta: coco, girassol, neem, azeite de oliva, bringaraja ou brami tailam

Kapha: pó de ervas, mostarda, óleo de semente linhaça

Abhyanga: massoterapia ayurvédica é um tratamento com óleos medicinais. Recomenda-se 5 a 10 sessões, uma a duas vezes por semana ( pacote de tratamento )

Auto-Abhyanga: é a auto-massagem diária feita dentro de uma rotina diária ayurvedica. O terapeuta pode indicar uma auto-massagem com óleo vegetal adequado como complementar ao tratamento

Cuidados: Pode acontecer , no início do tratamento, um desconforto em algumas áreas do corpo. Semelhante aquela pessoa que fica muito tempo sem fazer atividade física e faz uma aula inteira de ginástica. Recomenda-se bolsa de água quente por 20 minutos e beber muita água mineral para ajudar a eliminar toxinas do corpo.

 


 

Estudo Dirigido:

1- O que é Abhyanga e qual diferença entre esta metodologia e a massoterapia ocidental ?

2- Paciente com quadro de ansiedade, insônia, dor lombar, constipação e frio no corpo. Qual o Dosha desequilibrado ? Você indica Abhyanga para este paciente ? Por que e qual o óleo indicado ?

3- Paciente com quadro de gastrite, azia, irritabilidade, pele vermelha e calor no corpo. Você indica Abhyanga para este paciente ? Por que e qual o óleo indicado ?

4- Paciente obeso com pele muito oleosa, sedentarismo, digestão lenta e pele fria. Qual o Dosha desequilibrado?Você indica Abhyanga para este paciente? Por que ?

5- Cite alguns benefícios da Abhyanga em um paciente com Vata desequilibrado.

6- Quais são os principais cuidados que devemos ter ao indicar um tratamento com  Abhyanga ?

7- Por que a oleação não está indicada em desequilíbrios de Kapha Dosha

8- Pode-se fazer Abhyanga em uma mulher grávida ? Por que ?

9- O Ayurveda afirma que é importante fazer a leitura do desequilíbrio antes de iniciar o tratamento. Isto se aplica a metodologia Abhyanga ? Por que ?

10- Qual a diferença da Abhyanga para a auto-Abhyanga ?

Dieta para Pitta: moderada, fria e um pouco seca

Alimentos que devem ser priorizados
Sabores: amargo, adocicado e adstringente

1.Frutas- as melhores são as maduras e adocicadas: cereja, amora, tâmara, uva, laranja lima, passas, pera, figo, melão, manga, melancia, ameixa, coco, maçã e abacate
2.Vegetais- os melhores são adocicados e amargos: aspargos, beterraba, brócolis, alface, cenoura, couve flor, cogumelos, brotos, batatas, aipo, abóbora, espinafre, pepino, bardana, saladas, azeitona,
3.Cereais- quinoa, aveia, granola, arroz branco e basmati, trigo e cevada
4.Leguminosas- feijões com condimentos, soja, tofu e tempe
5.Laticínios-ghee, queijo branco, leite orgânico e manteiga sem sal
6.Produtos de origem animal- peixe de água doce, frango orgânico e peito de peru
7.Condimentos- cominho, coentro, hortelã, salsa, cebolinha, sal de rocha, louro, açafrão
8.Oleaginosas- coco, amêndoas ( moderadamente)
9.Óleos- ghee, girassol, canola e azeite de oliva
10.Bebidas- leite de arroz e amêndoa, suco de frutas indicadas, leite de soja
11.Adoçantes- mel ( moderadamente), açúcar mascavo, estévia, agave, sucralose
12.Chá de ervas- camomila, dente de leão, hortelã, erva doce, neem, carqueja e capim limão

Alimentos que devem ser evitados: quentes e oleosos
Sabores que devem ser evitados: picante, ácido e salgado

1.Frutas- as ácidas devem ser evitadas: banana, maça ácida, morango, limão, laranja, mamão, pêssego, abacaxi, pêssego e grapefruit
2.Vegetais- beri njela, espinafre, tomate, rabanete e mostarda
3.Cereais- milho, centeio, arroz integral, painço, trigo sarraceno
4.Leguminosas- misso, shoyu,
5.Laticínios- manteiga com sal, buttermilk, yogurte, queijo amarelo
6.Produtos de origem animal- carnes vermelhas, ovos, peixe e frutos do mar
7.Condimentos- pimentas, alho, gengibre, noz moscada, orégano, tomilho, cravo
8.Oleaginosas- evite as oleaginosas ou utilize com muita moderação pois são quentes
9.Óleos- milho, gergelim, amêndoa
10.Bebidas- evitar bebidas energéticas: café, álcool, chocolate, mate, sucos ácidos, chá preto e verde
11.Adoçantes- açúcar branco, mel, rapadura (em excesso)

ALIMENTOS A SEREM PRIORIZADOS
FRUTAS: maçã, pêra, caqui, romã, melão e frutas secas
VEGETAIS: batata, salsa, espinafre, couve-flor, cenoura, cogumelo, beterraba, aspargos, alface, nabo, agrião, brotos, brócolis, aipo, repolho
CEREAIS E FEIJÕES: Milho, centeio, trigo sarraceno, tofu, feijões, ervilhas, lentilhas.
OLEAGINOSAS E SEMENTES: semente de girassol, semente de abóbora
ÓLEOS: óleo de mostarda, óleo de milho, óleo de girassol
LATICINIOS: leite de soja
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru, peixes de água doce (truta, surubim, pintado, tucunaré…)
ADOÇANTES: mel (moderadamente)
CONDIMENTOS: noz moscada, hortelã, erva doce, canela, coentro, cominho, assafétida, feno grego, gengibre, pimenta do reino, mostarda, raiz forte, alho, açafrão, cravo, cardamomo

ALIMENTOS A SEREM EVITADOS OU REDUZIDOS
FRUTAS: banana, figo, manga, morango, abacaxi, limão, melancia, maracujá, kiwi, abacate
VEGETAIS: tomate, beringela, abóbora, quiabo, algas, pepino, batata doce
CEREAIS E FEIJÕES: arroz, aveia, trigo
OLEAGINOSAS E SEMENTES: gergelim, côco, amêndoas, nozes, amendoim, avelã
ÓLEOS: óleo de soja, ghee (manteiga clarificada), óleo de gergelim, azeite de oliva
LATICÍNIOS: ghee, iogurte, leite de vaca, queijo, sorvete e manteiga.
ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: peixes de água salgada, ovos, porco, carne de vaca
ADOÇANTES: açúcar, melado e frutose
CONDIMENTOS: nenhum