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O Astanga Hrdayam junto com o Charaka Samhita e o Susruta Samhita formam o chamado “grande trio” do Ayurveda, ou seja, os tratados clássicos mais importantes que todo estudante de Ayurveda na Índia deve ler durante a sua formação na Medicina Indiana clássica. Estes tratados foram escritos na língua tradicional dos antigos textos hindus, ou seja, o sânscrito, que é inacessível para a grande maioria dos ocidentais, nós que não dominamos esta língua muito antiga temos que aguardar as traduções para o inglês que é uma das línguas oficiais da Índia.

O Astanga Hrdayam é um texto baseado nos tratados anteriores de Charaka e Susruta e foi o compendio de Ayurveda que recebeu o maior numero de comentários devido a sua grande importância. Sobre isto Ramachandra Rao afirma:

“ O objetivo do tratado parece ser a união dos conhecimentos médicos relevantes contidos no Charaka Samhita e no Susruta Samhita pois já existia uma divisão entre as duas tradições medicas: terapêutica e cirúrgica. Há uma imposição explicita que nem o Charaka Samhita nem o Susruta Samhita devem ser estudados exclusivamente; os dois devem ser judiciosamente combinados pelo médico praticante.” ( Rao, 1985: 21)

O compendio é um trabalho preparado a partir dos oito ramos da Medicina Ayurvedica e foi escrito por um médico chamado Vagbhata que era filho de Simhagupta e recebeu o mesmo nome de seu avô, segundo o autor, um grande médico. Vagbhata estudou medicina com seu pai e mais tarde com um monge budista chamado Avalokita. A maoria dos autores colocam Vagbhata em torno do século V e VI da nossa era. Além do Astanga Hrdayam(A H) , o medico escreveu um outro trabalho chamado Astanga Samgraha ( A S ) que é semelhante ao primeiro porem maior. Enquanto o A S possui 150 capítulos o A H possui 120 capítulos. Com relação aos trabalhos de Vagbhata, Ramachandra Rao afirma:

  “ O primeiro trabalho( A S) não apenas é volumoso mas é uma mistura de prosa e verso, como o Charaka e o Susruta Samhita, enquanto o segundo ( A H ) é menor, versificado e poético assim os estudantes poderiam memorizar mais facilmente. O conteúdo e o estilo literário não deixam duvidas que o autor dos dois trabalhos é o mesmo…” (Rao, 1985: 101)

Nestes dois tratados clássicos, Astanga Sangraha e Astanga Hrdayam, existem várias referencias ao budismo, além disto o seu professor, Avalokita, era um monge budista, estas evidencias fazem com que Vagbhata fosse considerado um médico que foi seguidor dos ensinamentos de Buda. O que nos parece bem razoável, pois, nós já vimos a estreita relação entre a tradição budista e a Medicina Indiana.

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